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Mostrando postagens com o rótulo Antropologia

Marcelo Brandão Mattos - Bagunça

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Marcelo Brandão Mattos - Bagunça - Editora Patuá - 332 Páginas -  Capa, Projeto Gráfico e Diagramação: Roseli Vaz - Foto de capa: Marcelo Diniz - Lançamento: 2023. O romance de Marcelo Brandão Mattos me faz lembrar  da análise apaixonada de Darcy Ribeiro  ao tentar responder à clássica pergunta: "por que o Brasil ainda não deu certo?" Darcy  nos considerava uma nova Roma tardia e tropical, lavada em sangue negro e índio. "Mais alegre, porque mais sofrida. Melhor, porque incorpora em si mais humanidades. Mais generosa, porque aberta à convivência com todas as raças e todas as culturas e porque assentada na mais bela e luminosa província da Terra" . Neste bem-humorado lançamento, o autor tenta nos explicar um país que desafia os conceitos de antropologia e cuja identidade está expressa no título do livro, uma saudável bagunça que expressa a força da nação resultante do encontro entre portugueses, índios e negros africanos, formando uma nova etnia muito diferente das ...

Maryse Condé - O fabuloso e triste destino de Ivan e Ivana

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Maryse Condé - O fabuloso e triste destino de Ivan e Ivana - Editora Record - Selo Rosa dos Tempos - 238 Páginas - Tradução de Natalia Borges Polesso - Prefácio de Djamila Ribeiro - Lançamento: 2024. A literatura de Maryse Condé tem uma forte orientação política, lidando com diferentes aspectos da diáspora negra e problemas contemporâneos, tais como: racismo, desigualdades sociais e econômicas, feminismo, migração e terrorismo. Nascida em Guadalupe, conjunto de ilhas no Caribe, considerado um departamento ultramarino da França, estudou em Paris, obtendo um doutorado em Literatura Comparada na Sorbonne e lecionando depois em várias universidades nos EUA, residiu também na Guiné Equatorial, na África. A sua obra reflete, portanto, uma visão globalizada das consequências de um pós-colonialismo que nega a hegemonia eurocêntrica como modelo civilizatório único, valorizando as contribuições culturais dos países periféricos. Este romance, lançado originalmente em 2017 – quando a autora compl...

Letícia Myrrha - Ichi go Ichi e

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Letícia Myrrha - Ichi go Ichi e: Crônicas de uma brasileira no Japão - Editora Patuá - 188 Páginas - Capa e Projeto Gráfico: Roseli Vaz - Lançamento: 2021. O brasileiro demonstra uma habilidade única na arte de escrever crônicas, um gênero que expressa o inusitado casamento do jornalismo com a literatura e se tornou muito popular em nosso país ao longo do tempo. Por outro lado, para os autores contemporâneos, é um desafio e tanto manter o nível de gerações passadas que criaram a tradição e um público leitor cativo, gênios como: Machado de Assis, João do Rio, Lima Barreto, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Rubem Braga, Rachel de Queiroz, Carlos Drummond de Andrade, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Nelson Rodrigues, Millôr Fernandes, João Ubaldo Ribeiro e Luis Fernando Verissimo, para citar apenas alguns poucos nomes mais consagrados. Letícia Myrrha nos apresenta uma seleção de crônicas com as suas impressões, sentimentos e experiências sobre o período de três ...

Gilberto Gil - Todas as letras

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Gilberto Gil - Todas as letras - Editora Companhia das Letras - 520 Páginas - Organização de Carlos Rennó - Capa e projeto gráfico de Raul Loureiro - Lançamento: 2022. Lançado originalmente em 1996, Todas as letras de Gilberto Gil ganha uma nova, revisada e bem-cuidada edição como parte das comemorações pelos oitenta anos do cantor e compositor, reunindo mais de quatrocentas letras apresentadas com base em períodos específicos de sua carreira: primeiras canções (1962-66); fase do tropicalismo (1967-69); canções no exílio e retorno (1970-74); refazenda, refavela e refestança (1975-78); realce e período pop (1979-83); produção dos anos oitenta (1984-89); a década de 90; letras dos anos 2000 até o período atual. O livro conta com a organização de Carlos Rennó, ilustrações inéditas de Alberto Pitta e textos de Arnaldo Antunes e José Miguel Wisnik, além de fotos, cronologia biográfica, índice de álbuns e canções. O  próprio Gil comenta as letras, em textos que são o resultado de conver...

Caetano Veloso - Letras

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Caetano Veloso - Letras - Editora Companhia das Letras - 512 Páginas - Organização de Eucanaã Ferraz - Capa e projeto gráfico: Raul Loureiro - Obra de capa: Gambiarra Amarela, de Emmanuel Nassar - Lançamento: 2022. Com organização do poeta Eucanaã Ferraz, o livro reúne todas as 390 canções compostas por Caetano Veloso ao longo de quase sessenta anos de carreira em uma disposição cronológica inversa, ou seja, das criações mais recentes até as mais antigas.  Complementam ainda esta edição um índice alfabético das canções, bibliografia sobre o artista e discografia completa, faixa a faixa, com mais de trinta álbuns de estúdio e gravações ao vivo.  O lançamento consolida a longa carreira do polêmico músico, produtor, arranjador e escritor no ano em que o mesmo se torna octogenário e ajuda a entender a nossa identidade social e cultural como país. O debate sobre a propriedade de se considerar letras de canções como poesia, a partir do questionamento de r omancistas, poetas ou simpl...

Mário Theodoro - A sociedade desigual

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Mário Theodoro - A sociedade desigual: Racismo e branquitude na formação do Brasil - Editora Zahar - 448 Páginas - Capa: Alceu Chiesorin Nunes - Lançamento: 2022. O economista e professor Mário Theodoro vem demonstrar com este livro que a extrema e persistente desigualdade social no Brasil tem origem no racismo estrutural – como ideologia que unifica, implícita ou explicitamente, a crença na superioridade branca e justifica e naturaliza a desigualdade –, que não se sustenta apenas na questão econômica e social, mas também no acesso diferenciado aos serviços públicos e principalmente à segurança e à justiça. A questão racial está presente tanto no cenário micro, no cotidiano do cidadão negro, evidenciando-se em discriminação e preconceito racial, quanto no plano macro, a partir das ações (ou falta de ações) do Estado e das instituições, evidenciando-se na prática da necropolítica e do biopoder. A necropolítica pode ser definida como a já rotineira política de perseguição e morte impetra...

A fina flor de Stanislaw Ponte Preta

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A fina flor de Stanislaw Ponte Preta - Seleção e apresentação de Alvaro Costa e Silva Editora Companhia das Letras - 360 Páginas - Capa de Mateus Valadares - Lançamento: 2021. O brasileiro é um craque na arte de escrever crônicas, fato comprovado pelas gerações de grandes escritores que se tornaram mestres no gênero em todas as épocas, tais como: Machado de Assis, João do Rio, Lima Barreto, Manuel Bandeira, Cecília Meireles, Rubem Braga, Rachel de Queiroz, Otto Lara Resende, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Nelson Rodrigues, Millôr Fernandes, João Ubaldo Ribeiro e Luis Fernando Verissimo, para citar apenas alguns nomes mais conhecidos. Neste time há um lugar garantido para Sérgio Porto (1923-1968) ou, como ficou conhecido, Stanislaw Ponte Preta, pseudônimo inspirado no personagem Serafim Ponte Grande de Oswald de Andrade; dono de um estilo sintetizado no seu Febeapá: "Festival de Besteiras que Assola o País", uma coleção de crônicas irreverentes e de teor anedótico, bem ...

Enciclopédia negra: Biografias afro-brasileiras

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Enciclopédia negra: Biografias afro-brasileiras - Flávio dos Santos Gomes, Jaime Lauriano e Lilia Moritz Schwarcz -  Editora Companhia das Letras - 720 Páginas - Projeto gráfico: Victor Burton - Lançamento: 2021. Este livro pretende dar visibilidade a uma grande parte da nossa história – normalmente ignorada nos registros oficiais – a partir de 417 verbetes individuais e coletivos sobre 550 personalidades negras, de sexo, gênero e orientação sexual distintos, resgatando as biografias de políticos, artistas, esportistas,  profissionais liberais e pessoas comuns, assim como de revolucionários e líderes religiosos que se tornaram lendas na luta contra a escravidão, desde meados do século XVI até o século XXI, em todas as regiões do Brasil. Na verdade, a carência de informações nos arquivos historiográficos sobre personagens afro-brasileiros é mais um reflexo do racismo estrutural que persiste em nossa sociedade até hoje, exigindo um esforço monumental dos autores para viabil...

Micheliny Verunschk - O som do rugido da onça

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Micheliny Verunschk - O som do rugido da onça - Editora Companhia das Letras - 168 Páginas - Capa: Alceu Chiesorin Nunes - Ilustração "O clã das onças" de Jaider Esbel - Lançamento: 2021. Um romance histórico bem diferente porque é narrado a partir do ponto de vista da cultura dos povos originários. Sabemos que a formação da nação brasileira não foi pacífica e a assimilação da cultura indígena ocorreu na forma de um verdadeiro genocídio, inicialmente como guerra bacteriológica entre as moléstias que o branco trazia e eram fatais para a população indígena e, posteriormente, pelas sucessivas tentativas de escravização dos nativos.  O  livro foi inspirado pelas litografias de duas crianças indígenas, nomedas como Miranha e Juri,  publicadas no album Viagens ao Brasil em 1823 pelo zoólogo Johann Baptist von Spix e  e o botânico  Carl Fiedrich von Martius. Como resultado da viagem ao interior do Brasil, iniciada no Rio de Janeiro em 1817, a menina e o adolescente fo...