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Mostrando postagens com o rótulo Distopias

Samanta Schweblin - Kentukis

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Samanta Schweblin - Kentukis - Editora Fósforo - 192 Páginas - Tradução de Livia Deorsola - Capa: Alles Blau - Imagem da capa: Julia Masagão - Lançamento no Brasil: 2021. Samanta Schweblin é uma das escritoras argentinas de maior destaque na cena literária atual, tendo herdado o estilo fantástico ou realismo mágico, como ficou mais conhecido, consagr ado por alguns conterrâneos seus, tais como: Jorge Luis Borges, Bioy Casares, Silvina Ocampo e Julio Cortázar. Ela venceu o prêmio Casa de las Américas de 2008 por  "Pássaros na boca" , uma coletânea de narrativas curtas estranhas e perturbadoras. O romance "Kentukis" é uma exclente oportunidade para conhecer o trabalho da autora, lançado originalmente em 2018 e selecionado na longlist do International Booker Prize de 2020 em tradução para o inglês com o título "Little Eyes"; uma obra original e surpreendente que nos faz refletir sobre o impacto  da tecnologia em nosso cotidiano. Samanta imagina uma realidade ...

Leonardo Almeida Filho - Os possessos

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Leonardo Almeida Filho - Os possessos - Editora Patuá - 156 Páginas - Projeto gráfico e Diagramação: Leonardo Mathias - Imagem de capa: Hieronymus Bosch - Lançamento: 2022. O poeta e escritor Leonardo Almeida Filho aceitou o desafio de fazer literatura a partir da crise política que se instaurou em nosso país nos anos recentes, contudo sem cair na  armadilha de um discurso meramente panfletário. Em seu romance, Os possessos ,  o início da narrativa é marcado pelo velório do protagonista, Luiz Carlos Mariano, um famoso e, ao mesmo tempo, solitário escritor encontrado morto em seu apartamento em Copacabana, sendo, portanto, toda a construção ficcional desenvolvida por meio da visão dos outros personagens que conviveram com ele e da sua própria obra, inclusive notas autobiográficas. As múltiplas e conflitantes vozes, assim como a inserção de diferentes gêneros literários, tais como a tradução de poemas e crônicas de costumes, formam aos poucos  uma imagem precisa das nossas ...

Antologia da Literatura Fantástica

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Antologia da Literatura Fantástica - Organização de Adolfo Bioy Casares, Jorge Luis Borges e Silvina Ocampo - Editora Companhia das Letras - 448 Páginas - Capa e Projeto Gráfico de Daniel Trench - Ilustração da Capa de Marcelo Cipis -  Tradução de Josely Vianna Baptista -  Lançamento: 23/04/2019. A literatura fantástica é uma referência constante na Argentina, escritores como Borges e Cortázar ajudaram a criar uma tradição neste gênero que tem se renovado ao longo do tempo, um bom exemplo desta nova geração é S amanta Schweblin, que foi finalista do Man Booker International Prize em 2017 , juntamente com nomes já consagrados, em outros estilos, como Amós Oz e David Grossman. A Antologia, publicada originalmente em 1940 (mesmo ano do lançamento de A invenção de Morel de Bioy Casares), foi revista e ampliada em 1968, tornando-se um clássico da literatura hispano-americana, apesar das contribuições de várias nacionalidades. Conforme o prólogo, escrito por Bioy Casares,...

Margaret Atwood - The Handmaid's Tale

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Margaret Atwood - The Handmaid's Tale - Anchor Books - 311  Páginas - Lançamento: abril/2017  (publicado no Brasil pela Editora Rocco, relançamento: junho/2017, tradução de Ana Deiró) No site de leitores Goodreads existe uma relação que conta, até o momento, 320 edições diferentes cadastradas para "The Handmaid's Tale" ou o "O Conto da Aia" como foi traduzido no Brasil e relançado ano passado pela Rocco com novo projeto gráfico de Laurindo Feliciano. Uma das distopias mais conhecidas da literatura, a obra publicada originalmente em 1985, ganhou novo fôlego trinta anos após seu lançamento, com a premiada adaptação para uma série de TV nos EUA  lançada em  abril/2017 que continua em produção, com previsão de nova temporada em 2018, assim como a recente eleição de um certo presidente norte-americano com plataforma política de extrema direita. Afinal, como já escrevi antes por aqui, distopias sempre provocam maior interesse nos leitores do...

Por que a distopia é sempre mais interessante do que a utopia?

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Hieronymus Bosch (1450 - 1516) - Detalhe de "O Jardim das delícias terrenas" Escrever sobre distopias sempre provoca um maior interesse nos leitores do que os textos sobre utopias. Posso falar por experiência própria porque já publiquei duas postagens semelhantes e na mesma época aqui no blog sobre o tema: "As 20 melhores utopias da literatura" e "As 20 melhores distopias da literatura" . Hoje, quando comparo os dois textos em termos de popularidade, vejo que o desempenho das distopias é francamente mais expressivo em termos de visitas e compartilhamentos nas redes sociais. Será que a ficção que lida com sociedades sem esperança em  regimes políticos totalitários é mais atraente ao leitor ou simplesmente a felicidade é um tema que não seduz mais as pessoas no século XXI? A imagem que abre esta postagem é um detalhe da parte central do tríptico "O jardim das delícias terrenas" de Hieronymus Bosch ( clique aqui para navegar por uma ver...

Philip K. Dick - Androides sonham com ovelhas elétricas?

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Philip K. Dick - Androides sonham com ovelhas elétricas? - 272 páginas - Editora Aleph - Tradução do original "Do androids dream of electric sheep?" por Ronaldo Bressane - lançamento no Brasil 2014. Lançado originalmente em 1968, este romance inspirou o filme "Blade Runner, o Caçador de Androides" de Ridley Scott que é considerado (com razão) uma das melhores produções já realizadas no tema de ficção científica. O argumento tem como base uma visão distópica do futuro onde, após uma Guerra Mundial com utilização de armas atômicas, grande parte da população da Terra é aniquilada (assim como a maioria das espécies animais e vegetais) ou emigra para outros planetas. Os habitantes remanescentes no planeta sofrem efeitos em seu organismo devido à poeira radioativa e são divididos entre Normais, os que ainda não foram afetados definitivamente pela radioatividade, tendo permissão para emigrar para outros planetas-colônia e os Especiais, indivíduos considerados biol...

As 20 melhores distopias da literatura

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Cena do filme Blade Runner de Ridley Scott (1982) O século XX representou o fim da esperança em uma sociedade utópica. Afinal, depois de duas grandes guerras mundiais e do conflito gerado entre o capitalismo e a alternativa econômica do sistema político oferecido pela URSS, ficamos sem disposição para sonhos. A ameaça de governos repressivos e totalitários em todo o mundo inspirou a criação de obras distópicas que seriam uma antítese da utopia imaginada em séculos passados. Sendo assim, a visão pessimista do mundo acabou se refletindo na criação literária o que explica o desenvolvimento deste estilo tão popular entre a juventude atualmente, como podemos constatar nas séries adaptadas para o cinema como Jogos Vorazes, a trilogia divergente e tantas outras.  É interessante notar como os acontecimentos cruéis deste início de século XXI, norteados pelo fanatismo religioso, os interesses das grandes corporações, as tragédias ambientais e atentados terroristas transformaram os...