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Mostrando postagens com o rótulo Literatura húngara

László Krasznahorkai - Sátántangó

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László Krasznahorkai - Sátántangó - Editora Companhia das Letras - 232 Páginas - Tradução de Paulo Schiller - Capa de Guilherme Xavier - Imagem de capa "Mulher e Monstro" de Manuel Messias dos Santos - Lançamento: 2022. Sátántangó  ou Tango de Satã  na ótima tradução direta do húngaro de Paulo Schiller, é a obra de estreia e considerada a mais importante de  László Krasznahorkai, um autor que ainda não havia sido publicado no Brasil, mesmo tendo sido vencedor do prestigiado  Man Booker International Prize em 2015. O romance, lançado originalmente na Hungria em 1985, foi adaptado para o cinema pelo cineasta Béla Tarr em 1994 em uma produção em preto e branco de sete horas e meia de duração, o tempo que leva a leitura do livro, segundo Béla Tarr. Na verdade, Sátántangó  demanda bem mais tempo e, principalmente, atenção do leitor, devido à prosa   que utiliza longas e caudalosas frases em parágrafos que ocupam todo os capítulos muitas vezes em fluxos de co...

Péter Esterházy (1950–2016)

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Foto Balogh Zoltán - MTI "As palavras são sempre insuficientes e nós podemos sempre tomá-las como esperança. Mas contra a morte elas não ajudam. Talvez possam servir contra a dor que se sente em relação à morte. Mas a literatura não é um meio de curar a dor, como uma aspirina contra a dor de cabeça. A literatura não é prática, mas perigosa." - Entrevista à Folha  durante a FLIP 2011

Man Booker International Prize 2015

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O húngaro László Krasznahorkai é o vencedor do Man Booker International Prize 2015, premiação criada em 2004 no valor de 60.000 libras e atribuída a cada dois anos pelo conjunto da obra do autor. As versões anteriores já contemplaram escritores consagrados como: Lydia Davis, Philip Roth, Alice Munro, Chinua Achebe e Ismael Kadare. Não confundir com o Man Booker Prize for Fiction, de periodicidade anual e específico para um romance, que terá a sua longlist anunciada em 29 de julho de 2015. László Krasznahorkai  é u m desconhecido em nosso país e entre  suas obras mais famosas estão "The Melancholy of Resistance" , de 1989, e "Satantango" , de 1985. Quem sabe agora alguma editora local não se interessa em traduzir (de preferência em tradução direta) e publicar o húngaro no Brasil. Nesta edição, a organização escolheu quatro africanos entre os dez finalistas, incluindo o moçambicano Mia Couto, vencedor do Prêmio Camões em 2013. Ver abaixo a relação completa do...

J.M. Coetzee - Mecanismos Internos

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J.M. Coetzee - Mecanismos Internos - Ensaios sobre literatura (2000 - 2005) - Tadução de Sergio Flaksman - 360 páginas - Editora Companhia das Letras - Lançamento 2011  (ler aqui trecho em pdf disponibilizado pela editora). O que podemos esperar de um livro que reúne críticas literárias escritas por um autor que foi vencedor do Nobel de literatura em 2003 e também de dois prêmios Booker Prize com " Vida e Época de Michael K" em 1983 e " Desonra" em 1999. Eu certamente esperava muito, em parte por considerar o sul-africano John Maxwell Coetzee um dos melhores ficcionistas vivos da atualidade e também pela expectativa de conhecer os tais mecanismos que poderiam ter influenciado na formação da sua obra. No entanto, o que mais me surpreendeu nas resenhas de Coetzee foi justamente a simplicidade e até mesmo humildade com que  desenvolveu os 21 textos integrantes deste Mecanismos Internos . Nenhum malabarismo intelectual ou estrelismo tão característico d...

Os meninos da rua Paulo - Ferenc Molnár

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Os meninos da rua Paulo - Ferenc Molnár - Editora Cosac Naify - 262 páginas - Tradução do original em húngaro por Paulo Rónai - Revisão da Tradução de Aurélio Buarque de Holanda - Notas e Posfácio de Nelson Ascher - Ilustrações de Tibor Gergely - 5º reimpressão 2010 - Atualizado pelo lançamento da Editora Companhia das Letras de 11/01/2017 Esta é mais uma daquelas resenhas que já nascem com a avaliação do senso crítico comprometida e não há como ser  diferente quando relemos um livro que foi tão marcante  em nossa infância, um clássico escrito e publicado em  1906 pelo húngaro Ferenc Molnár (1878-1952) a partir de um tema simples que podemos resumir como a disputa de um terreno baldio em Budapest no final da década de 1880 por dois grupos de meninos, tema que acaba ganhando uma conotação universal por extrapolar os limites de época ou lugar. Não há como não se identificar com esses jovens e sua noção de honra, lealdade e amizade. Até mesmo os adversários...

Sándor Márai - De Verdade

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Sándor Márai - De Verdade - Editora Companhia das Letras - 445 páginas - Publicação 2008 - Tradução direta do húngaro por Paulo Schiller. Um dos maiores escritores em língua húngara de todos os tempos, Sándor Márai (1900-1989) abandonou a Hungria em 1948 por não concordar com o regime comunista forçado do pós-guerra e, em seu auto-exílio, continuou a escrever apenas em húngaro (uma língua excepcionalmente difícil e literária, como bem destacou Chico Buarque no seu romance Budapeste ), tendo sido censurado em sua terra natal até o fim da ocupação russa. Foi justamente no ano da queda do muro de Berlim e com a consequente abertura política do leste europeu, quando poderia então retornar para a Hungria, que Márai suicidou-se com um tiro na cabeça em San Diego nos EUA em fevereiro de 1989, talvez acreditasse que a vida não tinha mais sentido após a perda da mulher Lola Matzner em 1986 e do filho adotivo Janós no ano seguinte. Neste romance, a prosa elegante de Márai assume um tom ex...