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Vencedores do Prêmio Oceanos 2016

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Divulgados os quatro vencedores da versão 2016 do Oceanos - Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa (antigo Portugal Telecom de Literatura). Segundo a organização, os quatro vencedores, escolhidos entre 740 obras de 20 editoras, traduziram a diversidade de gêneros literários da literatura contemporânea. Além do romance "Galveias" , do português José Luís Peixoto – primeiro colocado nesta edição –, foram premiados o romance "A resistência" , do escritor paulistano Julián Fuks, em segundo lugar, o volume de poesia "O livro das semelhanças" , de Ana Martins Marques, em terceiro, e os contos de "Maracanazo e outras histórias" , do carioca Arthur Dapieve, quarto colocado.  O valor da soma dos quatro prêmios é de 230 mil reais, patrocinado pelo Itaú Cultural, e divididos da seguinte forma: 100 mil para o primeiro lugar, 60 mil para o segundo, 40 mil para o terceiro e 30 mil para o quarto colocado. Segue a relação das obras vencedoras com link...

Melhores resenhas do Mundo de K em 2016

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Não foi um bom ano em muitos sentidos, principalmente nas áreas de política e economia, sem falar nas perdas para a cultura nacional e internacional e até mesmo no esporte, mas a vida continua e é chegado o momento das listas de final de ano. Bem, esta aqui não reflete unicamente os livros lançados em 2016, mas também as resenhas do blog de uma forma geral. É bom destacar que, como qualquer outra seleção, também é incompleta e passível de questionamentos, com base apenas no meu gosto pessoal em ordem cronológica de postagens (uma ausência proposital foram os autores brasileiros para melhor uniformidade da relação) — sigam os links para ler as resenhas completas. Desejo a todos um ótimo 2017 com muitas leituras e releituras nas áreas de ficção (prosa e poesia), história, arte, cultura, música e filosofia. Espero continuar contando com a presença de vocês no Mundo de K!  (01) Haruki Murakami - Homens sem Mulheres   Editora Objetiva, Selo Alfaguara - 240 páginas - Traduç...

Ferreira Gullar (1930 - 2016)

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Cantiga para não morrer (Ferreira Gullar) Quando você for se embora, moça branca como a neve, me leve. Se acaso você não possa me carregar pela mão, menina branca de neve, me leve no coração. Se no coração não possa por acaso me levar, moça de sonho e de neve, me leve no seu lembrar. E se aí também não possa por tanta coisa que leve já viva em seu pensamento, menina branca de neve, me leve no esquecimento.

O céu e o inferno de William Blake

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The Virgin Hushing the Young John the Baptist (1799) - William Blake William Blake (1757-1827) foi um tipo raro de artista que, por meio de visões místicas, tanto em suas poesias quanto ilustrações, inventou uma realidade própria com um senso de moralidade e religiosidade que ainda hoje desafia o nosso entendimento. Os livros eram sempre ilustrados pelo próprio William Blake que os imprimia por meio de um processo de prensagem desenvolvido por ele e denominado "Impressão Iluminada" para colecionadores privados ou para livreiros de Londres (ler postagem do Mundo de K sobre "O Livro de Urizen" ) . As ilustrações também eram feitas para obras clássicas como "O livro de Jó" da Bíblia e "A Divina Comédia" de Dante Alighieri. A verdade é que seus próprios livros e textos nunca foram apreciados na época, sendo considerados como estranhas criações de uma mente perturbada. A " The William Blake Gallery" , localizada em São Francisco, E...

Solidão que nada

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Edward Hopper - Room in New York Em  "O outro pé da sereia" , Mia Couto nos ensina com a sua prosa sempre original que  "o problema da solidão é que não temos ninguém a quem mentir", citação que pode nos levar ao entendimento de que a solidão é um sentimento de angústia decorrente do terrível esforço de enfrentar a nós mesmos.  Na verdade, o próprio exercício da literatura, tanto do ponto de vista do escritor quanto do leitor, é essencialmente uma experiência solitária e de autoconhecimento, para o bem e para o mal. Outro autor famoso por suas indagações metafísicas, Paul Auster, partilha da mesma ideia sobre o fazer literário, mas ressalvando que a literatura, em última análise, aproxima as pessoas: "escreve-se em solidão, lê-se em solidão e, apesar de tudo, o ato de leitura permite uma comunicação entre dois seres humanos." Na filosofia existem formas distintas de pensar o mesmo conceito, Heidegger entendia a solidão como um estado natural do ho...

Uma exposição de fotos para quem ainda sonha com mudanças

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Malala Yousafzai, Prêmio Nobel da Paz - Foto Albert Wiking Uma boa dica para quem estiver de passagem por Estocolmo em dezembro é visitar a exposição "We Have a Dream" do fotógrafo sueco Albert Wiking que apresenta 114 retratos de personalidades com o poder de inspirar as pessoas a realizarem sonhos. O projeto, que já dura mais de dez anos, é uma criação de uma dupla formada por Albert Wiking e Oscar Edlund, integrante da equipe da Fundação Nobel que ficou responsável pela gravação das entrevistas que acompanham as fotos. A baixo uma descrição dos objetivos do evento conforme o texto disponível no site  oficial: "Ter um sonho é uma poderosa força motriz. Queremos que a exposição 'We Have a Dream' inspire todos a se atreverem a sonhar e a viver seus sonhos, sejam pequenos ou grandes, próximos no tempo ou muito adiante em suas vidas. Sonhar dá força e coragem. Apresentamos uma seleção de 114 retratos de pessoas de todo o mundo cujas histórias transmitem a m...

Raduan Nassar - Obra completa

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Raduan Nassar - Obra completa - Editora Companhia das Letras - 464 Páginas - Lançamento 25/10/2016. Este foi um ano importante para a divulgação do trabalho de Raduan Nassar no exterior e o seu redescobrimento no Brasil. Após ter sido finalista do Man Booker International Prize  com a tradução para o inglês de "Um Copo de Cólera" , foi honrado com a premiação mais conceituada da língua portuguesa, o Prêmio Camões de literatura 2016 . Toda essa agitação no meio literário não alterou em nada a rotina do autor, que completa hoje 81 anos, vive recluso e se recusa a dar entrevistas desde os anos 1980, após escrever os dois únicos "pequenos" romances que se tornaram clássicos cultuados da literatura brasileira: "Lavoura Arcaica" (1975) e "Um Copo de Cólera" (1978). Raduan Nassar é um escritor que, segundo o júri do Prêmio Camões,  "privilegia a densidade acima da extensão" , melhor definição com certeza não há. A Companhia das Le...

100 Livros Notáveis em 2016 - New York Times

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Uma das avaliações mais tradicionais sobre os melhores lançamentos do ano, a lista do New York Times apresenta 100 livros resenhados em 2016 escolhidos pelos editores, nas áreas de ficção e não ficção. Cada uma das obras tem um link apontado para a respectiva resenha crítica do jornal, uma fonte de informações importante já que a grande maioria ainda não foi publicada no Brasil. É claro que existe um oportunismo comercial, a começar pela imagem selecionada, que remete a um clima natalino ou uma espécie de guia de compras para presentes de final de ano. Além disso existe uma limitação antipática do site que restringe a leitura a somente dez artigos por mês para não assinantes. Em 2016 temos, na área de ficção, destaque para os últimos lançamentos de Jonathan Safran Foer , Michael Chabon , Ian McEwan  (lançado no Brasil como "Enclausurado" ),  Zadie Smith  e Don DeLillo , entre outros. Para quem desejar se aprofundar ou procurar por uma resenha de um li...

Objeto de Desejo

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Caixa com a tetralogia completa "Estações Havana" de Leonardo Padura Depois do sucesso de público e crítica de seu romance histórico "O homem que amava os cachorros" e também do policial  "A neblina do passado" (siga os links para as respectivas resenhas do Mundo de K) , Leonardo Padura se transformou possivelmente no escritor cubano mais conhecido no Brasil.  A Editora Boitempo acaba de lançar uma caixa com a tetralogia "Estações Havana" composta por romances policiais protagonizados pelo seu personagem mais famoso, o detetive Mario Conde.  O trabalho de Leonardo Padura está em um nível muito superior aos clichês do romance policial, sem querer desmerecer o gênero. Ele apresenta um painel realista com todas as dificuldades da sociedade cubana, antes e durante os anos de crise econômica e decadência, decorrentes da redução drástica de investimentos da antiga URSS. Na verdade, os três primeiros romances da série, "Passado Perf...

O novo impressionismo de Erin Hanson

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A criação do impressionismo no século XIX  pode ser atribuída aos franceses Claude Monet (1840-1926), Paul Cézanne (1839-1906) e Edgar Degas (1834-1917). Um movimento precursor do modernismo e que buscava captar as impressões sensoriais de cor, luz e movimento, por meio de cores claras e brilhantes bem como pinceladas mais livres, sem um contorno definido. Agora, em pleno século XXI, Erin Hanson , uma jovem pintora norte-americana, se inspira na ideia dos mestres fundadores do movimento, representando a natureza em um mosaico de cores vibrantes, mas com a diferença marcante de utilizar poucas e grossas pinceladas que criam diferentes efeitos de textura, sem muitas deposições de camadas. Uma técnica que ela chama de "impressionismo aberto". A própria Erin Hanson explica nesta entrevista ao site My Modern Met  que a sua técnica é uma mistura do impressionismo clássico com o expressionismo moderno. Bem, seja lá qual for o nome do movimento artístico, o objetivo fi...