Prêmio Príncipe de Astúrias 2008

Margaret AtwoodA escritora canadense Margaret Atwood ganhou no dia 25 de Junho, o Príncipe de Astúrias das Letras com uma premiação de 50 mil euros (US$ 77.600). Atwood é autora de mais de trinta livros de ficção, poesia e ensaios críticos, publicados em diversos países. Seus romances incluem "O Conto da Aia" , "O Assassino Cego" (vencedor do Booker Prize em 2000), "Olho de Gato" e "Surfacing", incluída pelo crítico Harold Bloom em seu livro sobre as melhores obras que formam o cânone ocidental.

Segundo Víctor García de la Concha, diretor da Real Academia Espanhola, apesar da escolha ter sido "muito apertada", a votação final, na qual Atwood concorria com o espanhol Juan Goytisolo, foi "muito folgada" a favor da autora canadense, após a eliminação das candidaturas do britânico Ian McEwan e do albanês Ismail Kadaré. O júri premiou Atwood pois "sua obra assume de modo inteligente a tradição clássica, defende a dignidade das mulheres e denuncia situações de injustiça social", afirma a nota oficial da Fundação Príncipe das Astúrias.

A premiação Príncipe de Astúrias já contemplou em 2005 a brasileira Nélida Piñon e outros conceituados autores desde 1981, tais como, Mario Vargas Llosa, Günter Grass, Doris Lessing, Arthur Miller, Susan Sontag, Paul Auster e Amos Oz, o vencedor do ano passado. Ver a relação completa, com os respectivos links abaixo:

2008 - Margaret Atwood - Canadá
2007 - Amos Oz - Israel
2006 - Paul Auster - EUA
2005 - Nélida Piñon - Brasil
2004 - Claudio Magris - Itália
2003 - Fatema Mernissi - Marrocos
2003 - Susan Sontag - EUA
2002 - Arthur Miller - EUA
2001 - Doris Lessing - Reino Unido
2000 - Augusto Monterroso - Guatemala
1999 - Günter Grass - Alemanha
1998 - Francisco Ayala - Espanha
1997 - Álvaro Mutis - Colômbia
1996 - Francisco Umbral - Espanha
1995 - Carlos Bousoño - Espanha
1994 - Carlos Fuentes - México
1993 - Claudio Rodríguez - Espanha
1992 - Francisco Morales Nieva - Espanha
1991 - Povo de Porto Rico
1990 - Arturo Uslar Pietri - Venezuela
1989 - Ricardo Gullón - Espanha
1988 - Carmen Martín Gaite - Espanha
1988 - José Ángel Valente - Espanha
1987 - Camilo José Cela - Espanha
1986 - Rafael Lapesa Melgar - Espanha
1986 - Mario Vargas Llosa - Peru
1985 - Ángel González - Espanha
1984 - Pablo García Baena - Espanha
1983 - Juan Rulfo - México
1982 - Miguel Delibes Setién - Espanha
1982 - Gonzalo Torrente Ballester - Espanha
1981 - José Hierro Real - Espanha

Comentários

Sonia disse…
Ai, ai, ai, mais um autor que nunca li e vai para aquela listinha infindável (fico traduzindo auto-ajuda para ganhar a vida e nem sempre tenho tempo para ler).
E uma coisa eu já notei, quem leu poucos livros na vida, acha que já leu muito. Já os que lêem muito, como os freqüentadores habituais deste blog, vivem aflitos com a quantidade infinita de livros que não leram.
Maria Augusta disse…
Aqui ficamos atualizados com o que se passa no universo da literatura no mundo inteiro, é genial. A imprensa francesa comenta muito o prêmio Goncourt e os outros "autoctones", mas fala pouco sobre o que se passa nos outros paises.
Ja ouvi falar desta escritora mas ainda não li nada dela, preciso preencher esta lacuna.
Obrigada pela excelência da informação e uma boa semana para você.
Um abraço.
Kovacs disse…
Sonia, compartilho da sua angústia ao pensar nesta lista interminável e sempre em expansão dos livros que não lemos (e daqueles que precisamos urgentemente reler).

Por outro lado, como seria chata a nossa existência se conseguíssemos um dia zerar esta lista...
Kovacs disse…
Maria Augusta, o interessante desta premiação é que pretende distinguir anualmente o trabalho científico, técnico, cultural, social e humano realizado por pessoas, equipes de trabalho ou instituições no âmbito internacional, mas nos primeiros dez anos praticamente destacou apenas autores espanhois, ou de língua espanhola, na área de letras.

Esta tendência parece ter mudado nos últimos anos, como podemos comprovar pela premiação da brasileira Nélida Piñon em 2005.
Anônimo disse…
Conheci essa escritora quando ainda fazia resenha para o Idéias, do JB, lá pelos idos de 1987 resenhei A mulher comestível, que ela estava publicando. Na ocasião me lembro de que não gostei muito, mas acredito que tenha-se tornado uma ótima escritora, claro, alguns prêmios são realmente sérios, e esse me parece ser.
um abraço,
clara lopez
Kovacs disse…
Clara Lopez, ela ganhou também o Booker Prize de 2000, logo deve ter evoluído. Não sabia que você tinha escrito resenhas para o JB, se bem que eu sempre achei os seus textos profissionais.
Eliana Mara disse…
encontrei seu blog por acaso e fiquei encantada com a qualidade, os temas e o conteúdo que você dispobiliza.
Parabéns.

Um abraço,
Eliana Mara
Eliana Mara disse…
K,

lembrei muito do texto do Calvino, a introdução de "Por que ler os clássicos"...

Essa angústia que piora ainda mais quando lembramos dos livros que temos de reler...
Kovacs disse…
Eliana, obrigado pelo elogio, fico contente que tenha gostado dos temas por aqui. Calvino tem razão, pois reler é por vezes mais importante e urgente do que ler. Seja bem vinda e volte sempre.
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