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Mostrando postagens com o rótulo Literatura polonesa

Olga Tokarczuk - Sobre os ossos dos mortos

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Olga Tokarczuk - Sobre os ossos dos mortos - Editora Todavia - 256 Páginas - Tradução de Olga Baginska-Shinzato - Capa: Flávia Castanheira - Ilustração de capa: Talita Hoffmann - Lançamento: 2019. A polonesa Olga Tokarczuk foi a vencedora do Man Booker International Prize versão 2018 com o romance Flights , lançado no Brasil em 2014 como Os Vagantes pela Editora Tinta Negra e, no mesmo ano (concedido em 2019), levou o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto da obra. Como era de se esperar nesses casos, a autora, pouco conhecida em nosso país na época, recebeu grande atenção da mídia e lançamentos em tradução direta do polonês, publicados pela Editora Todavia: Sobre os ossos dos mortos (2019), A alma perdida (2020), Correntes (2021), Escrever é muito perigoso: Ensaios e conferências (2023) e  Um senhor notável (2023). Sobre os ossos dos mortos é um inusitado romance policial ambientado em uma remota região da Polônia, fronteira com a República Tcheca, onde Janina Dusheiko, en...

Wislawa Szymborska - Para o meu coração num domingo

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Wislawa Szymborska - Para o meu coração num domingo - Editora Companhia das Letras - 344 Páginas - Capa de Victor Burton - Seleção, tradução e prefácio de Regina Przybycien e Gabriel Borowski - Lançamento: 2020. Esta é a terceira antologia de  Wislawa Szymborska (1923-2012), prêmio Nobel de Literatura de 1996, publicada pela Editora Companhia das Letras no Brasil, depois do sucesso de crítica e público de  Poemas (2011) e Um amor feliz (2016), livros capazes de emocionar até aqueles que dizem não gostar de poesia. Sim, porque há quem não entenda a necessidade de poemas no mundo, mas isso antes de conhecer essa simpática bruxa polonesa que encanta a todos ao resumir com seus versos a essência de tudo que é verdadeiro na condição humana: a vida, o sonho, o amor e, por que não, a própria morte. Entre o riso e a lágrima ela conduz o leitor, sempre com inteligência e fina ironia, em cada um dos 85 poemas desta edição, selecionados da sua bibliografia, em ordem cronológica, por Re...

Olga Tokarczuk e Peter Handke levam o Prêmio Nobel de Literatura de 2018 e 2019

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Olga Tokarczuk e Peter Handke. Fotos: Beata Zawrel/APA/AFP via Getty Images A polonesa Olga Tokarczuk e o dramaturgo austríaco Peter Handke são os vencedores do Nobel de Literatura de 2018 e 2019. Depois de "pular" um ano em decorrência dos escândalos de assédio sexual e vazamento de informações, a Academia divulga dois vencedores de uma só vez, cada um levará um prêmio de 9 milhões de coroas suecas ou o equivalente a R$ 3,7 milhões, nada mal para a área de literatura não é mesmo? Olga Tokarczuk foi a vencedora do Man Booker International Prize versão 2018 com o romance Flights , lançado no Brasil em 2014 como Os Vagantes pela editora Tinta Negra. O livro narra as histórias de várias personagens como o anatomista holandês do século XVII Philip Verheyen, que descobriu o tendão de Aquiles, passando por um escravo tornado cortesão do século XVIII na Áustria, até uma mulher, no presente, que acompanha o seu marido num cruzeiro nas ilhas gregas. Ela terá um novo romance ...

Olga Tokarczuk leva o Man Booker International Prize 2018

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A polonesa Olga Tokarczuk é a vencedora do Man Booker International Prize versão 2018 com o romance Flights , lançado no Brasil em 2014 como  Os Vagantes  pela editora Tinta Negra. O livro narra as histórias de várias personagens como o anatomista holandês do século XVII Philip Verheyen, que descobriu o tendão de Aquiles, passando por um escravo tornado cortesão do século XVIII na Áustria, até uma mulher, no presente, que acompanha o seu marido num cruzeiro nas ilhas gregas. Além de Olga Tokarczuk, constavam da relação de finalistas (shortlist)  deste ano o espanhol Antonio Muñoz Molina, o iraquiano Ahmed Saadawi, a sul-coreana Han Kang (vencedora da versão 2016), a francesa Virginie Despentes e o húngaro László Krasznahorkai (vencedor da versão 2015). Olga, nascida em 1962, é autora de oito romances e de duas antologias de contos. A versão internacional do Man Booker, um dos mais conceituados prêmios em língua inglesa, foi criada em 2005 para prestigiar as obra...

Wislawa Szymborska - Alguns gostam de Poesia

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Alguns gostam de Poesia (Wislawa Szymborska, tradução de Regina Przybycien)           Alguns —           ou seja nem todos.           Nem mesmo a maioria de todos, mas a minoria.           Sem contar a escola onde é obrigatório           e os próprios poetas           seriam talvez uns dois em mil.           Gostam —           mas também se gosta de canja de galinha,           gosta-se de galanteios e da cor azul,           gosta-se de um xale velho,           gosta-se de fazer o que se tem vontade           gosta-se de afagar um cão.           De poesia —           mas o que é isso, poesia.   ...

Wislawa Szymborska - Gato num apartamento vazio

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Gato num apartamento vazio (Wislawa Szymborska - 1993) Morrer  —  isso não se faz a um gato. Pois o que há de fazer um gato num apartamento vazio. Trepar pelas paredes. Esfregar-se nos móveis. Nada aqui parece mudado e no entanto algo mudou. Nada parece mexido e no entanto está diferente. E à noite a lâmpada já não se acende. Ouvem-se passos na escada mas não são aqueles. A mão que põe o peixe no pratinho também já não é a mesma. Algo aqui não começa na hora costumeira. Algo não acontece como deve. Alguém esteve aqui e esteve, e de repente desapareceu e teima em não aparecer. Cada armário foi vasculhado. As prateleiras percorridas. Explorações sob o tapete nada mostraram. Até uma regra foi quebrada e os papéis remexidos. Que mais se pode fazer. Dormir e esperar. Espera só ele voltar, espera ele aparecer. Vai aprender que isso não se faz a um gato. Para junto dele como quem não quer nada devagarinho sobre as patas muito ofendidas. ...

Wislawa Szymborska - Poemas

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Wislawa Szymborska - Poemas - Editora Companhia das Letras - 168 páginas - Lançamento 26/09/2011 - Seleção, tradução e prefácio de Regina Przybycien (ler aqui trecho em pdf disponibilizado pela editora). Um livro absolutamente indispensável para quem gosta de poesia e procura entender um pouco mais dessa estranha matéria chamada natureza humana. É a primeira tradução da polonesa Wislawa Szymborska (1923-2012), prêmio Nobel de literatura de 1996, no Brasil, talvez pelo fato da língua original representar um desafio tão grande para qualquer tradutor com os seus assustadores agrupamentos consonantais, a começar pelo nome da própria autora que, por sinal, pronuncia-se como Vissuáva Chembórska . Para conhecer mais sobre o trabalho dela, recomendo visitar  o site do prêmio Nobel com biografia e outras informações. Wislawa Szymborska sempre procurou preservar a sua vida particular, tendo concedido poucas entrevistas e deixado somente doze pequenos volumes de poesia com al...