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Mostrando postagens com o rótulo Literatura canadense

Leonard Cohen - A chama: Poemas, letras, desenhos, notas

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Leonard Cohen - A chama: Poemas, letras, desenhos, notas - Editora Companhia das Letras - 608 Páginas - Tradução: Caetano W. Galindo - Capa: Rafaela Romaya - Ilustração de capa: Leonard Cohen - Lançamento: 2022. Um lançamento para iniciados e não iniciados na arte do homem que compôs o clássico hino do rock Hallelujah , uma única canção que já justificaria toda uma carreira, contudo há muito mais na obra do músico e poeta canadense Leonard Cohen (1934-2016). O livro, organizado por seu filho Adam Cohen, reúne 63 poemas inéditos escritos ao longo de toda uma vida, letras de músicas dos últimos quatro álbuns, assim como notas e desenhos, a maioria autorretratos, extraídos dos cadernos de anotações do autor. Nesta edição bilíngue consta também o discurso de agradecimento do artista ao receber o prêmio Príncipe das Astúrias, na Espanha, em 2011.  Leonard Cohen descobriu a literatura cedo, publicando romances e poesia, antes de iniciar a sua trajetória como músico somente aos trinta ano...

Finalistas do Man Booker Prize 2018

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Divulgada a shortlist com os 06 finalistas da edição 2018 do Man Booker Prize. Ainda não foi dessa vez que os organizadores permitiram a inclusão de uma história em quadrinhos, HQ ou graphic novel, já que,  Sabrina , do cartunista norte-americano Nick Drnasodo, não conseguiu avançar da fase de longlist ( leia aqui para conhecer todos os treze semifinalistas). O canadense Michael Ondaatje, autor de O paciente inglês , que era considerado um dos favoritos, não conseguiu avançar também para a shortlist.  O Man Booker, no valor de 50 mil libras, distingue anualmente um livro de ficção escrito em inglês e publicado no Reino Unido no ano da premiação, independentemente da nacionalidade do autor.  A inglesa Daisy Johnson, 27 anos, é a finalista mais jovem da história da premiação.  O vencedor será anunciado no dia 16 de outubro. Segue a shortlist de 2018 (confira os links para as resenhas divulgadas pela organização): Milkman de Anna Burns (Inglaterra) Washi...

Alison Pick - O Trem que Leva a Esperança

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Alison Pick - O Trem que Leva a Esperança - Editora Paz e Terra - 322 Páginas - Tradução de Adriana Lisboa do original "Far to Go" de 2010 (Lançamento no Brasil: 12/03/2018) Este é o primeiro livro da premiada escritora e poeta canadense Alison Pick publicado no Brasil. O romance, que foi finalista do Man Booker Prize de 2011, é inspirado na trajetória dos avós judeus da autora que emigraram da Tchecoslováquia para o Canadá durante a Segunda Grande Guerra e escrito com base em uma detalhada pesquisa histórica sobre a ocupação nazista naquele país desde os primeiros sinais do expansionismo hitlerista com a anexação da Áustria em março de 1938 ( Anschluss)  e, logo após, o evento conhecido como a   Crise dos Sudetos, em setembro do mesmo ano, quando parte da região sul da Tchecoslováquia, habitada por uma população de etnia germânica, foi transferida sem resistência para a Alemanha após o consentimento do governo britânico, formalizado no Pacto de Munique  e a fal...

Margaret Atwood - The Handmaid's Tale

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Margaret Atwood - The Handmaid's Tale - Anchor Books - 311  Páginas - Lançamento: abril/2017  (publicado no Brasil pela Editora Rocco, relançamento: junho/2017, tradução de Ana Deiró) No site de leitores Goodreads existe uma relação que conta, até o momento, 320 edições diferentes cadastradas para "The Handmaid's Tale" ou o "O Conto da Aia" como foi traduzido no Brasil e relançado ano passado pela Rocco com novo projeto gráfico de Laurindo Feliciano. Uma das distopias mais conhecidas da literatura, a obra publicada originalmente em 1985, ganhou novo fôlego trinta anos após seu lançamento, com a premiada adaptação para uma série de TV nos EUA  lançada em  abril/2017 que continua em produção, com previsão de nova temporada em 2018, assim como a recente eleição de um certo presidente norte-americano com plataforma política de extrema direita. Afinal, como já escrevi antes por aqui, distopias sempre provocam maior interesse nos leitores do...

Alice Munro - O amor de uma boa mulher

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Alice Munro - O amor de uma boa mulher - Editora Companhia das Letras - 376 páginas - Tradução de Jorio Dauster - Lançamento no Brasil: 20/05/2013. O que eu mais gosto em Alice Munro, Nobel de Literatura 2013, é o respeito à inteligência do leitor. Ela valoriza a experiência de interpretações múltiplas de seus contos, desafiando a tarefa de elaborar uma resenha objetiva e completa, pois parece nunca repetir uma estrutura narrativa, seja por meio de inversões na passagem do tempo, uso de diferentes vozes ou simplesmente com inesperadas mudanças na condução da trama, os seus contos surpreendem e alcançam regiões de nossa sensibilidade com efeitos que mesmo os longos romances não conseguem obter. No entanto, precisamos pagar o preço que o entendimento de sua obra exige, ou seja, uma leitura atenta e dedicada, não só na arquitetura dos seus textos, mas também na sutileza da construção psicológica de cada personagem, sob o risco de perdermos o brilhantismo da ficção, ou o pecado d...

20 autores de um único romance

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Alguns autores, por diferentes motivos, escreveram um único romance que acabou se transformando em obra-prima. Seja devido à preferência pelo conto, morte prematura ou simples desinteresse pela literatura, nunca conseguiram repetir o mesmo feito. A escritora Harper Lee perdeu a chance de participar deste seleto time de autores ao permitir a publicação de "Go set a Watchman", 55 anos após a obra original, "To Kill a Mockingbird" (publicado no Brasil como "O sol é para todos"). Segue a seleção de autores de um único romance em ordem cronológica de lançamento. (01) Edgar Allan Poe (1809-1849) - The Narrative of Arthur Gordon Pym (1838) No Brasil: A Narrativa de Arthur Gordon Pym -  Editora Cosac Naify (Esgotado) Edgar Allan Poe é certamente um dos maiores especialistas na arte do conto e poesia, contudo escreveu apenas um único romance em toda a sua carreira. O livro narra a odisseia do capitão de um veleiro americano, Gordon Pym, que passa por um...

Alice Munro - Dear Life

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Alice Munro - Dear Life - 319 páginas - Editora Vintage International, divisão da Random House - lançamento 2012 (publicado no Brasil pela Companhia das Letras em 2013 como "Vida Querida" , tradução de Caetano Galindo - ler aqui um trecho disponibilizado pela editora). Difícil encontrar paralelo na literatura contemporânea para o trabalho da canadense Alice Munro, prêmio Nobel de literatura 2013. Ela já lançou várias coletâneas de contos, com histórias lentas e ambientadas em cidades do interior do Canadá, inspiradas na vida de gente comum, mas nem por isso de simples entendimento (como a vida nunca é). Na verdade, seus textos são densos, não lineares, com pouca ação narrativa e foco na construção psicológica dos personagens, normalmente mulheres, que reagem a situações inusitadas. Dear Life , segundo a própria autora declarou, será seu último livro, reunindo alguns contos publicados em revistas literárias especializadas como: Harper´s Magazine , New Yorker e ...

Alice Munro - Nobel de Literatura 2013

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A contista canadense Alice Munro, 82 anos, foi anunciada hoje como vencedora do Nobel de Literatura de 2013. Definida pela Academia sueca como "mestre do conto contemporâneo", ela é a décima terceira mulher a receber a premiação. Seus livros já foram traduzidos para mais de dez idiomas e recebeu importantes prêmios literários, dentre eles o Man Booker Prize, em 2009. A casa de apostas Ladbrokes colocava a autora como a segunda favorita ao prêmio deste ano, atrás do japonês Haruki Murakami.  No Brasil, pela editora Companhia das Letras, foram publicados Fugitiva (2006), Felicidade demais (2010) e O amor de uma boa mulher (2013). Em junho, após algumas complicações de saúde, inspirada por Philip Roth, a autora anunciou que se aposentaria após a publicação de seu mais recente livro, que será lançado no Brasil em 2014. Dear life, outra coletânea de contos, sendo que alguns autobiográficos.

Leonard Cohen - A brincadeira favorita

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Leonard Cohen - A Brincadeira Favorita - Editora Cosac Naify - 248 páginas - Tradução de Alexandre Barbosa de Souza - Orelha de Daniel Galera - Lançamento março/2012. O escritor, poeta e compositor canadense Leonard Cohen é mais conhecido por suas canções de estilo folk-rock como Hallelujah de 1984, imortalizada na interpetação de Jeff Buckley (1966-1997) no Álbum Grace de 1994, assim como outros exemplos da conexão entre música e literatura como Bob Dylan, Patti Smith e Tom Waits. Leonard Cohen só foi definitivamente consagrado pelo seu trabalho na área de letras ao ganhar o prêmio Príncipe de Astúrias de Literatura em 2011. O romance A brincadeira favorita foi lançado originalmente em 1963, quando Cohen, aos 29 anos, já havia publicado dois livros de poesia – Let Us Compare Mythologies (1956) e The spice-box of Earth (1961). A brincadeira favorita é um romance de formação que narra a história de Lawrence Breavman, alterego de Cohen, desde a sua infância em Montreal no...

Prêmio Príncipe de Astúrias 2008

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A escritora canadense  Margaret Atwood ganhou no dia 25 de Junho, o Príncipe de Astúrias das Letras com uma premiação de 50 mil euros (US$ 77.600). Atwood é autora de mais de trinta livros de ficção, poesia e ensaios críticos, publicados em diversos países. Seus romances incluem " O Conto da Aia " , " O Assassino Cego " (vencedor do Booker Prize em 2000), " Olho de Gato " e " Surfacing ", incluída pelo crítico Harold Bloom em seu livro sobre as melhores obras que formam o cânone ocidental. Segundo Víctor García de la Concha, diretor da Real Academia Espanhola, apesar da escolha ter sido " muito apertada ", a votação final, na qual Atwood concorria com o espanhol Juan Goytisolo, foi " muito folgada " a favor da autora canadense, após a eliminação das candidaturas do britânico Ian McEwan e do albanês Ismail Kadaré. O júri premiou Atwood pois " sua obra assume de modo inteligente a tradição clássica, defende a dignidade ...