Centenário de Jorge Amado

Literatura brasileira
Se estivesse vivo, Jorge Amado completaria 100 anos no dia 10 de agosto. Muitas informações sobre a agenda de eventos comemorativos estão disponíveis no site especial Centenário de Jorge Amado e no site da Fundação Casa de Jorge Amado.

Todos os romances de Jorge Amado foram reeditados, à partir de 2008, pela Companhia das Letras com novo projeto gráfico, inclusive com edições especiais. A editora disponibilizou cadernos de leituras em apoio à atividade dos professores: O universo de Jorge Amado e A literatura de Jorge Amado.

A obra de Jorge Amado nem sempre foi devidamente reconhecida pela crítica literária brasileira, talvez devido ao sucesso de público de seus romances ou em decorrência das adaptações para cinema, teatro e televisão, mas isso só comprova que o sucesso de público não é incompatível com o valor artístico. Jorge Amado é atemporal e universal, como todo grande autor deve ser, e não é por acaso que seus livros foram traduzidos em 49 idiomas.

Como eu sempre digo, a melhor maneira de homenagear um autor é lendo ou relendo seus romances.  Muitos deles fizeram parte da minha história de leitor, lembro especialmente de Tereza Batista Cansada de Guerra que marcou muito a minha passagem da infância para a adolescência, mas cada um tem o seu romance inesquecível de Jorge Amado. Qual é o seu?
  
Literatura brasileira
Caixa As mulheres de Jorge Amado reunindo Gabriela, cravo e canelaDona Flor e seus dois maridos, Tieta do Agreste e Tereza Batista cansada de guerra.

Comentários

Lígia Guedes, disse…
Kovacs,
Capitães da areia impressionou pela linguagem intimista e força dos personagens, bem característico do autor. Conhecer Jorge Amado na pré-adolescência é um evento significativo, marca realmente.
Gosto de Mar Morto, cenário bem característico de região praiana como a minha cidade, que antes da chegada da indústria, a pesca sempre foi a forma de subsistência.
Obrigada por publicar.
Alexandre Kovacs disse…
Lígia, boas escolhas. Outro romance que gosto muito também é "A Morte e a Morte de Quincas Berro d'Água" praticamente um conto, mas um verdadeiro clássico!
Kézia Lôbo disse…
Jorge amado é jorge amado, confesso que tem livros dele que não curto, mas tem outros que são demais... mas uma coisa é certa, ele escrevia como ninguém.
Alexandre Kovacs disse…
Kézia, acho que preciso reler os romances de Jorge Amado na minha idade atual e verificar o efeito do tempo sobre os mesmos. Obrigado pela visita!
Enaldo Soares disse…
Eu não quero azedar o celebrado e renomado centenário, mas acho Jorge Amado um tanto estereotipado, Capitães de Areia parece folhetim da Internacional Comunista.
Alexandre Kovacs disse…
Enaldo, respeito sua opinião, mas entendo que Jorge Amado sofreu um processo de massificação semelhante ao de Gabriel Garcia Márquez, o que acabou turvando um pouco o seu valor literário. Obrigado pela visita e comentário.
Lígia Guedes, disse…
Kovacs,
Estava para retornar acrescentando um detalhe importante em meu comentário a respeito da leitura do livro Capitães da Areia e o faço em bom momento: conheci os 'capitães' na pré-adolescência e em banco escolar e tal impressão o livro me ocasionou em tão tenra idade por conhecer uma parte da realidade de um povo (de meu país, o diga de passagem) que eu basicamente desconhecia e tão somente por isto o autor já teve meu crédito e admiração.
Em fase adulta acredito que Jorge Amado seja o autor que melhor representa o dia a dia da realidade de nosso país e o diz com todas as letras assim como o deve ser, sem preconceitos ou 'salto alto'.
Esse papel é o papel do escritor, quando ele mostra a realidade como ela se apresenta no tempo histórico, doa a quem doer. Sem panos quentes ou peneiras, bem ao gosto da mídia atual em que as pessoas preferem ler romances internacionais (best-seller, é isto?) em detrimento de conhecer a real realidade de seu país.
Atualmente tenho pensado também em reler Jorge Amado para conhecer meu grau de amadurecimento em relação a leitura deste imortal autor.
Ah, Jorge Amado nasceu na terra do meu pai, se não me engano, Itabuna, o que me deixa muito honrada. Aliás, terra de gente simples e inteligente, pois meu pai não tem muito estudo mas conversa política melhor que muitos doutorandos.
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