Damon Galgut - Booker Prize 2021

Prêmios Literários

O escritor sul-africano Damon Galgut é o vencedor do Booker Prize 2021 e irá receber uma premiação de 50.000 libras (aproximadamente 68.000 dólares), além da divulgação mundial que sempre está associada ao evento. Este ano tem sido muito importante para a literatura na África, depois da notícia do prêmio Nobel para o romancista Abdulrazak Gurnah da Tanzânia e a recente divulgação do  senegalês Mohamed Mbougar Sarr, de apenas 31 anos, como vencedor do Goncourt, o prêmio literário mais prestigiado da França.

Damon Galgut já era considerado o favorito depois de ter sido finalista em versões anteriores da premiação com The Good Doctor, em 2003, e In a Strange Room, em 2010, No Brasil foram lançados os seguintes livros de Damon Galgut: "O bom médico" (Companhia das Letras, 2005), "Em um quarto estranho" e "O impostor" (ambos pela Record, em 2011 e 2013). Vale a pena aguardar o lançamento de The Promise no Brasil já que o autor foi comparado a Virginia Woolf, James Joyce e William Faulkner, assim como as inevitáveis referências da crítica literária a outro grande escritor sul-africano, J.M. Coetzee.

A organização do Booker Prize resumiu da seguinte forma os motivos da escolha da obra: "uma demonstração espetacular de como o romance pode nos fazer ver e pensar de maneira nova”. The promise narra a história de integrantes da família Swart – descendentes de colonos holandeses – que perdem o contato após a morte de sua matriarca. Pelas paisagens da África do Sul no período pós-apartheid, o leitor acompanha três irmãos: Anton, o menino de ouro que se ressente do potencial não realizado de sua vida; Astrid, que tem na beleza o seu poder; e o mais jovem, Amor, cuja vida é moldada por um nebuloso sentimento de culpa. Assim, reunida por quatro funerais ao longo de três décadas, a família cada vez menor reflete a atmosfera de seu país.

O Booker Prize é concedido anualmente ao melhor romance escrito em inglês e publicado no Reino Unido ou Irlanda, este ano contou com 158 inscrições. No ano passado, o prêmio foi concedido para Douglas Stuart por Shuggie Bain (ainda sem tradução lançada no Brasil). Em 2019, foi dividido entre a canadense Margaret Atwood ("Os Testamentos" - Editora Rocco) e a anglo-nigeriana Bernardine Evaristo ("Garota, mulher, outras" - Editora Companhia das Letras).

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